Se a sua campanha performou bem no passado, mas hoje parece estagnada, a culpa pode não ser sua — pode ser do novo algoritmo. Desde as atualizações implementadas em 2024, o Gerenciador de Anúncios do Google passou por uma verdadeira transformação. A interface mudou significativamente, enquanto a automação ganhou força. Além disso, a inteligência artificial assumiu o volante.
Nesse novo cenário, por mais que seguir o manual ajude, não basta. Pelo contrário, é preciso aprender a jogar com o algoritmo — e não contra ele. Em vez de apenas listar o que já mudou, este post vai mostrar como adaptar sua estratégia e, consequentemente, melhorar os resultados agora que as regras do jogo viraram do avesso.
O novo normal das campanhas
Desde que o Gerenciador de Anúncios do Google passou a automatizar boa parte da operação, o comportamento das campanhas mudou — e com ele, vieram novos desafios. Agora, o orçamento pode ser redistribuído entre canais sem aviso. Os criativos variam conforme o comportamento do usuário. E a segmentação, antes definida em detalhes pelo anunciante, passou a ser ajustada automaticamente com base em sinais de intenção.
Embora isso traga agilidade, também exige uma nova mentalidade. Portanto, não adianta mais insistir em formatos engessados, públicos genéricos e relatórios que só olham para o clique. A performance atual é resultado direto da qualidade dos dados que você oferece à plataforma.
Com tantas variáveis fora do nosso controle, o segredo está em entender o novo fluxo da inteligência artificial e, a partir disso, influenciá-lo de forma estratégica.
Como melhorar campanhas no Gerenciador de Anúncios do Google
Agora que o algoritmo toma decisões em tempo real, a sua função como anunciante mudou: você não é mais o piloto — é o estrategista. Nesse novo papel, algumas ações fazem toda a diferença. Por exemplo:
- Configure eventos com precisão no GA4: isso permite que o algoritmo identifique o que é uma conversão de valor para o seu negócio.
- Teste criativos com variações mínimas: títulos, imagens e chamadas de ação diferentes alimentam a IA com diversidade. Assim, é possível identificar padrões de melhor entrega.
- Monitore ciclos maiores: em vez de tomar decisões diárias, avalie tendências semanais ou quinzenais, respeitando o tempo de aprendizado da campanha.
- Use dados próprios: listas de remarketing, públicos com base no CRM e sinais de engajamento direto aumentam a assertividade da entrega.
Se antes bastava escolher o público e definir o orçamento, agora é preciso influenciar o algoritmo com dados sólidos, criativos relevantes e, sobretudo, objetivos bem definidos.
O maior erro: insistir em controle total
Um dos erros mais comuns entre anunciantes é tentar operar o novo Gerenciador de Anúncios do Google com a mentalidade antiga. Isso inclui, por exemplo:
- Querer segmentar manualmente cada detalhe do público;
- Criar um único criativo esperando resultados constantes;
- Interromper campanhas no meio do período de aprendizado;
- Ajustar orçamento com base em variações de curto prazo.
O problema é que, no cenário atual, o sistema recompensa a consistência de dados — e não o excesso de interferência humana. Sempre que o anunciante tenta forçar o controle, a performance, inevitavelmente, despenca. Por isso, para obter consistência, o caminho não está em dominar cada detalhe, mas sim em antecipar os movimentos da IA e, com isso, guiar suas decisões com inteligência estratégica.
Boas práticas que funcionam no Gerenciador de Anúncios do Google
Diante desse novo contexto, é possível aplicar uma série de ajustes que realmente funcionam — sem cair na armadilha de tentar “burlar” o algoritmo. Confira:
- Crie campanhas menores com objetivos bem definidos: quanto mais claro o objetivo, melhor será o aprendizado do sistema.
- Use extensões de anúncio personalizadas: elas aumentam a relevância e ajudam o Google a entender melhor o contexto do seu anúncio.
- Atualize criativos com frequência: a cada 30 dias, renove variações de texto, imagem ou chamada para manter a performance ativa.
- Adapte criativos para cada estágio do funil: mesmo com automação, é possível guiar o usuário com narrativas específicas para descoberta, consideração e, sobretudo, conversão.
- Acompanhe a qualidade dos dados: mais do que cliques, o que importa é se a jornada está sendo bem sinalizada por conversões reais.
Atualmente, alimentar bem o sistema com dados e criatividade é muito mais eficiente do que, por outro lado, tentar controlá-lo com regras fixas.
As campanhas não ficaram mais fáceis. Mas ficaram mais inteligentes.
O Gerenciador de Anúncios do Google evoluiu — e, com ele, as campanhas que realmente performam. Por isso, a diferença entre resultados medianos e resultados imbatíveis está em quem entendeu o novo jogo e, acima de tudo, soube se adaptar com rapidez.
Diante desse cenário, atualizar a estratégia não é mais uma opção. Pelo contrário, é a única forma de transformar a mídia paga em resultados reais.
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